CYBER SEGURANÇA JÁ É PONTO FORTE NO VALUATION

CYBER SEGURANÇA JÁ É PONTO FORTE NO VALUATION

CYBER SEGURANÇA JÁ É PONTO FORTE NO VALUATION

O processo de valuation (avaliação de uma determinada empresa), ou seja, as percepções sobre esta empresa face ao mercado, possíveis investidores e até para futuras aquisições ou fusões, que outrora tratava somente de itens relacionados às capacidades monetárias da empresa, tem ganhado uma nova linha de avaliações: a cyber segurança.

            Com o advento das leis de proteção de dados em vários continentes e países ao redor do globo, não basta mais saber quanto é que uma organização tem no caixa ou quanto ela ainda tem para receber, o ponto focal agora é qual a capacidade desta empresa, tratar dados de forma segura e de forma a atender às legislações vigentes em cada parte por onde esses dados trafegam.

            Acredite, somente aqui no Brasil com a chegada e entrada em vigor da Lei 13.709 de 14 de agosto de 2018, comumente conhecida como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais ou simplesmente LGPD, várias empresas que já estão se adequando à lei também estão com um breve, mas presente, olhar sobre as questões relacionadas ao acúmulo de valor com base nas suas capacidades de não somente coletar, tratar e armazenar os dados e sim em garantir e comprovar que estão fazendo tudo isso de forma extremamente segura.

            Esta visão de capacidade de proteção de dados bem como a de conformidade com as diversas legislações vigentes num primeiro momento impacta os clientes que na maioria das vezes vão se sentir mais protegidos, ou melhor, tendo os seus dados mais protegidos, além de que também conquistam aquela sensação de privacidade sobre seus dados.

            No contexto geral, organizações que ainda não estou aplicando controles relacionados à proteção de dados aparados pelos processos e tecnologias de cyber segurança tendem a estar vulneráveis a ataques e caso eles venham a ocorrer, sem dúvidas terão grandes perdas de vantagem competitiva, imagem denegrida, perda de confiança de seus clientes e mais uma enxurrada de processos relacionados ao fato relacionado.

            Desta forma, fica evidente a grande necessidade das organizações, cada dia mais e mais estarem aptas a demonstrar que serão capazes de prover proteção de dados, privacidade e garantia de confidencialidade dos dados de seus clientes, além de serem capazes de se proteger contra incidentes cibernéticos e caso eles aconteçam, serem capazes de contornar a situação sem prejuízos maiores para seus consumidores.

            O rigor da lei é claro, os dados devem ser tratados com extremo cuidado, dentro da finalidade para o qual foi solicitado e com o devido consentimento e a organização que for, não somente capaz de declarar esta capacidade, mas também de garantir este cuidado através de transparência para com seus clientes e a comprovação de que emprega tecnologias de cyber segurança, estará muito além das demais.

            Avaliar a presença de cyber segurança aplicada na organizações nos dias atuais, vale tanto quanto avaliar o quanto de dinheiro ela “tem nos bolsos” e quantas “promissórias” ela ainda tem a receber, pois hoje isso é o que realmente demonstra o valor de uma organização, ou seja, o quanto ela é capaz de se proteger e consequentemente de proteger seus clientes.