
Está circulando no WhatsApp uma mensagem falsa que se apresenta como um aviso dos Correios, mas é golpe! Ela informa sobre uma suposta encomenda retida no centro de distribuição e inclui um link para “regularizar” a situação. A mensagem também solicita o pagamento de uma “taxa” de alfândega: trata-se de um golpe!
Criminosos usam esse tipo de mensagem para enganar consumidores, coletar dados pessoais e bancários, ou até mesmo instalar vírus no celular. O objetivo é roubar dinheiro, além de utilizar informações em fraudes futuras.
Alguns sinais ajudam a perceber que a mensagem é FAKE:
- Os Correios não enviam links por WhatsApp ou SMS para cobrança de taxas.
- Qualquer taxa de importação ou despacho postal é cobrada exclusivamente pelos canais oficiais dos Correios.
- Os links usados nesses golpes geralmente têm endereços estranhos ou diferentes do site oficial (correios.com.br).
- O tom de urgência (“regularize imediatamente” ou “pague agora para não perder a encomenda”) é típico de golpes digitais.
O que fazer se receber essa falsa mensagem dos Correios?
- Não clique no link e não compartilhe a mensagem.
- Bloqueie o número que enviou o falso aviso e denuncie no aplicativo.
- Em caso de dúvida sobre uma encomenda, acesse diretamente o site oficial dos Correios (www.correios.com.br) ou use o aplicativo oficial.
- Se já tiver clicado no link ou informado dados pessoais/bancários, comunique imediatamente o banco e registre um Boletim de Ocorrência, passe antivírus no seu aparelho.
O consumidor enganado por esse tipo de fraude não fica totalmente desamparado. A legislação brasileira oferece instrumentos de proteção:
Código de Defesa do Consumidor (CDC) – Garante ao consumidor a proteção contra práticas enganosas ou abusivas. Caso o golpe envolva uso indevido da marca dos Correios, o consumidor pode exigir providências da empresa, que deve agir para proteger sua identidade e orientar os clientes. Além disso, se a fraude resultar em movimentações bancárias não reconhecidas, as instituições financeiras podem ser responsabilizadas.
Responsabilidade das empresas – Plataformas digitais e bancos têm o dever de implementar mecanismos de segurança para evitar fraudes. Havendo falha na proteção, o consumidor pode acionar judicialmente a empresa e requerer indenização por prejuízos financeiros e até danos morais, conforme o caso.
Atenção! Os golpes digitais como esse não são apenas um problema de segurança individual, mas também uma questão de direitos do consumidor. Estar atento, denunciar e conhecer os caminhos legais são caminhos para reduzir os danos e responsabilizar quem falhou na proteção.
Foto principal: Marcelo Camargo/Agência Brasil